Mais de 150 mil pessoas passaram pelo Jardim do Cerco ao longo dos dez dias da 14.ª edição do Festival do Pão de Mafra. A expressiva participação do público confirmou a relevância daquele que é já um dos principais eventos nacionais dedicados à valorização do pão, da gastronomia e das tradições locais.
Entre os vários espaços do Festival, o pão assumiu, uma vez mais, o lugar central. Cinco postos de pão quente, duas bancas de filhós, sete pastelarias e gelatarias e doze restaurantes deram a conhecer a diversidade da oferta gastronómica do concelho, num evento que reuniu 128 espaços aderentes.
A edição deste ano ficou também marcada pela realização do Mercado do Pão, nos dias 11 e 12 de julho, que contou com a participação de seis produtores. Este espaço permitiu aproximar os visitantes de diferentes profissionais e projetos ligados à panificação, proporcionando-lhes a oportunidade de conhecer e provar vários produtos, técnicas e expressões do Pão Português.
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Fórum do Pão reuniu 500 participantes
O Fórum do Pão voltou a constituir um dos principais momentos de reflexão e partilha do Festival, reunindo cerca de 500 participantes. O programa promoveu o diálogo em torno dos desafios e das oportunidades do setor, dando voz a profissionais, especialistas e entidades que trabalham diariamente na preservação, qualificação e inovação da cadeia de valor do pão.
A forte participação registada demonstra que o pão continua a ser muito mais do que um alimento. É património, memória coletiva, conhecimento, atividade económica e expressão da identidade das comunidades.
Uma celebração que envolveu todo o território
A programação estendeu-se a públicos de todas as idades. A zona infantil recebeu mais de cinco mil crianças, enquanto as visitas guiadas e as atividades adaptadas, desenvolvidas no âmbito da mediação cultural, permitiram assegurar uma experiência mais inclusiva e acessível.
A dimensão cultural esteve igualmente presente através de oito ranchos folclóricos, 49 artesãos, três oleiros e um mestre de cestaria, a que se juntaram produtores locais, instituições sociais e outros agentes do território.
A concretização do Festival mobilizou cerca de 180 trabalhadores do Município de Mafra e 30 jovens integrados no programa Geração ON, contando ainda com a colaboração institucional da Escola das Armas, da Associação do Comércio, Indústria e Serviços do Concelho de Mafra e da AHRESP.
Os números alcançados nesta edição reforçam o papel do Festival do Pão de Mafra enquanto espaço privilegiado de encontro entre património, conhecimento, produção e comunidade. Demonstram também o potencial do Pão Português enquanto ativo estratégico para o desenvolvimento económico, cultural e turístico dos territórios.
A Plataforma Nacional do Pão felicita o Município de Mafra, todas as entidades parceiras, os profissionais, produtores, expositores e equipas envolvidas na organização de uma edição que voltou a colocar o pão no centro da celebração e da identidade coletiva.
Informação baseada nos dados divulgados sobre a 14.ª edição do Festival do Pão de Mafra pelo Jornal O Ericeira.




